A realização de eventos de adoção de cães e gatos está limitada a espaços privados na capital paulista. Mas isso pode mudar. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei (PL) que autoriza a organização desses encontros entre ONGs, futuros tutores e pets em áreas públicas, como parques. A proposta estabelece regras para garantir o bem-estar dos animais, cria uma forma de incentivar a adoção responsável na cidade e combate o crescimento do abandono.

O PL, de autoria da vereadora Amanda Vettorazzo (União), permite que ONGs, protetores independentes e outras entidades realizem esses eventos em locais de grande circulação, mediante autorização do poder público. O texto impõe critérios obrigatórios, como estrutura adequada, oferta de água e alimentação e acompanhamento veterinário quando necessário.

Na prática, a proposta visa diminuir a burocracia para realização dessas ações e oferecer mais espaços para as organizações que atuam na causa animal.

“Esse é um projeto muito simbólico para mim. Em 2017, tentei organizar uma feira de adoção na cidade e simplesmente não consegui por causa da lei. Hoje, anos depois, consegui mudar essa realidade. A gente abriu os espaços públicos para a adoção responsável, com regra, com organização, mas principalmente com o objetivo de tirar esses animais do abandono e dar uma chance real pra eles”, declarou Amanda.

Se o PL for sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes – o que a equipe da vereadora acredita que irá acontecer –, os eventos serão autorizados pelos órgãos competentes e podem ser regulamentados, garantindo também a fiscalização das atividades. A intenção é evitar improviso, maus-tratos e uso inadequado dos espaços públicos.

Com a aprovação, a expectativa é que a cidade amplie significativamente o número de adoções e fortaleça o trabalho de protetores independentes, que hoje atuam com pouca ajuda do poder público.