O mercado pet brasileiro segue em ritmo acelerado de crescimento. Além dos avanços em serviços, que empregam mais tecnologia em seus processos, o perfil dos tutores vem se transformando, acompanhando a evolução da veterinária e da indústria. Na área de planos de saúde, por estarem cada vez mais exigentes e informados, os responsáveis pelos animais de estimação têm buscado soluções que oferecem atendimento emergencial, mas que também priorizam qualidade de vida e longevidade para seus companheiros peludos.

Para o veterinário e gestor Raphael Clímaco, um dos principais destaques está na mudança de abordagem quanto à saúde do pet: o foco deixa de ser apenas reativo e passa a ser preditivo. “O grande avanço de 2026 não é apenas médico, é preditivo. Deixamos de ser um suporte para ‘apagar incêndios’ e nos tornamos uma plataforma de saúde baseada em dados”, afirma.

Clímaco é CEO da Plamev, empresa de planos de saúde para cães e gatos fundada em 2013. O modelo em que atuam combina tecnologia, gestão e acompanhamento contínuo da saúde dos pets. Na prática, isso se traduz em maior acesso a check-ups e a tratamentos mais complexos, o que contribui diretamente para o aumento da expectativa e da qualidade de vida dos animais.

O “hiper-tutor”

Outro ponto central dessa transformação está no comportamento dos tutores. Como eles enxergam os pets como membros da família, elevam o nível de expectativa em relação aos serviços oferecidos. “O tutor de hoje é o que chamamos de ‘hiper-tutor’. Ele busca conveniência, qualidade e uma experiência completa de cuidado”, explica.

Para acompanhar esse movimento, um caminho das empresas é ampliar seu modelo de atuação, deixando de oferecer apenas planos de saúde para estruturar um ecossistema de serviços. Foi nisso em que a Plamev apostou. A proposta da companhia vai da seleção de parceiros até a experiência no atendimento.

Como Clímaco ressalta, no mercado cada vez mais competitivo, a gestão das operações surge como diferencial estratégico. O crescimento sustentável depende não apenas da expansão comercial, mas da eficiência na ponta do atendimento. “Quando a clínica é bem gerida e o plano funciona, o principal beneficiado é o pet”, acrescenta.

Inteligência Artificial nos processos

A tecnologia tem papel central nesse processo. A Plamev está em fase de implementação de soluções de inteligência artificial (IA) para otimizar autorizações e processos internos, inclusive no acompanhamento pós-atendimento. Um exemplo é o setor de cuidados contínuos, responsável por monitorar o uso do plano e acompanhar a evolução dos animais após consultas e tratamentos.

O modelo de negócio também aposta na previsibilidade financeira para os tutores, sem cobrança de coparticipação, o que, segundo a empresa, contribui para maior segurança e transparência no cuidado com os pets.

Com esse conjunto de iniciativas, a expectativa é consolidar um modelo de atendimento mais integrado, alinhado às novas demandas dos tutores e ao avanço do setor pet no país.