27/02/2026 - 17:43
Mais de 100 animais já foram resgatados após as fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, desde a segunda-feira, 23. Os números são do Grad (Grupo de Resposta a Animais em Desastres), organização criada em 2011 e especializada no resgate de animais em áreas atingidas por calamidades.
O Grad ganhou projeção nacional durante as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, e já atuou em tragédias como o rompimento das barragens em Mariana e Brumadinho (MG) e incêndios no Pantanal.

Uma equipe foi enviada a Juiz de Fora ainda na segunda-feira, 23, e o trabalho de resgate começou no dia seguinte, após reunião no prédio da prefeitura, onde funciona o Comando Integrado das Forças de Segurança e Defesa Civil. O time do Grad, composto por nove integrantes, dividiu-se entre a coleta de informações em abrigos — para identificar animais deixados nas residências — e as ações diretas de salvamento, organizadas por níveis de prioridade: emergência, alerta e baixa prioridade.
Somente na quinta-feira, 26, foram 50 atendimentos: 29 cães, 19 gatos, uma galinha e um pássaro. Na sexta-feira, três cavalos foram retirados de áreas afetadas pelas chuvas.

Para onde vão os animais resgatados?
Durante a reunião do dia 24, foi definido o fluxo de encaminhamento. Os animais são destinados ao canil municipal, a clínicas veterinárias parceiras, a lares temporários ou, quando possível, devolvidos aos tutores que estão em abrigos ou entregues a familiares. A estrutura pública de Juiz de Fora, porém, já atingiu o limite.
Segundo a diretora de comunicação do Grad, Flávia Trindade, o abrigamento costuma ser o principal gargalo nas operações. “Cada caso é avaliado individualmente. Estamos fazendo um apelo para que pessoas disponibilizem lares temporários porque os pedidos de resgate não param de chegar”, afirma.

Como acionar o Grad em Juiz de Fora?
Os pedidos de resgate são centralizados pela Secretaria de Meio Ambiente de Juiz de Fora, que repassa as demandas à equipe. O Grad também recebe solicitações pelas redes sociais, pelo Corpo de Bombeiros, pela Defesa Civil e por moradores.
A organização é formada por mais de 100 voluntários e depende exclusivamente de doações para custear deslocamentos, equipamentos e manutenção das equipes em campo. Como ainda há perigos na região, a entidade avalia diariamente a necessidade de ampliar a equipe na cidade.
Siga o Grad para saber mais sobre o grupo e verificar como apoiar esse trabalho.

